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Lanterna que jamais se apagará
Economista,
embaixador, ministro, deputado federal e membro da Academia
Brasileira de Letras, Roberto Campos (1917-2001) lançou
muitos livros, dos quais cinco pela Topbooks, todos
eles com grande sucesso. Mas A lanterna na popa
superou até as mais otimistas expectativas: a
primeira edição, em fins de 1994, esgotou
em um mês, e já no ano seguinte as vendas
chegavam a 50 mil exemplares, alcançando a marca
dos 100 mil em 1998. Fora do mercado, virou raridade
bibliográfica durante dois anos, tempo em que
o autor se dedicou a fazer correções e
acréscimos. A edição revista e
aumentada chegou às livrarias em 2002, com 1.460
páginas, em dois volumes que ganharam capas novas
do premiado designer Victor Burton. Ela incorpora quatro
discursos inéditos - os das cerimônias
de posse na Academia Brasileira de Letras e na Academia
Brasileira de Filosofia, o da festa de seus 80 anos
no Copacabana Palace e o de despedida da vida pública
na Câmara Federal, em Brasília - que revelam
muito da verve e da inteligência deste intelectual
brilhante e polêmico. Esgotada em 2003, está
agora de volta às livrarias. Para marcar este
relançamento, disponibilizamos no site da TOPBOOKS
o texto de apresentação
do livro, escrito para a primeira edição
por seu editor, José Mario Pereira, que também
conta como foi feito
esse livro de memórias; e 75 frases, dentre as
mais brilhantes do autor, para quem quer conhecer melhor
o pensamento de Roberto
Campos.
Fartamente
ilustrada - são três cadernos de fotos,
com 16 páginas cada um - a autobiografia de Roberto
Campos é um bem escrito e bem documentado testemunho
de tudo que ocorreu de importante na política
e na economia, no Brasil e no mundo, nas cinco últimas
décadas do século XX. Obra clássica
de referência desde seu lançamento, ganhou
o Prêmio Ermírio de Morais, da Academia
Brasileira de Letras, como o melhor livro de 1994, e
mereceu elogios entusiasmados de leitores de todos os
segmentos culturais e políticos: de Paulo Francis
a Augusto Nunes, de Wilson Martins a Fernando Morais,
de Caetano Veloso a Carmen Mayrink Veiga. Uma prova
de que este livro conquistou gente de todas as searas
está no cartão que o editor Enio Silveira
enviou a José Mario Pereira, no Natal de 1994,
cumprimentando-o pela edição de A lanterna
na popa. Homem de esquerda, preso durante a ditadura
militar, o criador da editora Civilização
Brasileira elogiou a obra de Roberto Campos, e acrescentou:
"Ainda que nossas visões do mundo raramente
coincidam, reconheço que muitas vezes meus preconceitos
se antepuseram a julgamento equilibrado". Veja
o texto manuscrito clicando
aqui.
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