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Para
encerrar em grande estilo o Ano da França
no Brasil, chega às livrarias a Correspondência
de Arthur Rimbaud, terceiro e último volume do
projeto de edição da obra completa do
poeta de Charleville, com tradução, notas
e comentários de Ivo Barroso e 28 ilustrações.
Em
2004, a TOPBOOKS lançou uma edição
comemorativa da Poesia completa para festejar
os 150 anos de nascimento do autor; e a Prosa poética
deu a Ivo Barroso o Prêmio Jabuti de tradução.
Para saber detalhes técnicos sobre os três
volumes, clique nas capas dos livros.
E
leia mais sobre o assunto aqui.
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| A VIDA LITERÁRIA BRASILEIRA
PERDE UM GRANDE EXPOENTE |
Autor
de obras como História da inteligência
brasileira, A crítica literária
no Brasil e A palavra escrita, o escritor
paulista Wilson Martins morreu aos 88 anos, no dia 30
de janeiro, em Curitiba, onde estava radicado há
sete décadas. Além de professor acadêmico,
Wilson Martins foi crítico literário em
jornais como O Estado de S. Paulo, Gazeta
do Povo (Curitiba), O Globo e Jornal do
Brasil. Para o escritor Miguel Sanches Neto, “ele
foi o maior e mais importante crítico literário
do Brasil, de todos os tempos”. A frase se justifica
diante da evidência: Martins publica textos críticos
em jornal há 70 anos. Ele escreveu para a Gazeta
do Povo nas décadas de 1940 e 1950, mas passou
a publicar sistematicamente textos críticos no
jornal desde que retornou dos Estados Unidos, na década
de 1990, quando se aposentou, aos 70 anos, por limite
de idade, na Universidade de Nova York. Seu último
texto, “Tempo de Compilações”,
saiu no dia 24 de outubro de 2009, no Caderno G.
Wilson
Martins nasceu a 3 de março de 1921, em São
Paulo, mas em 1930 a família migrou para Curitiba,
onde seu primeiro emprego foi como revisor na Gazeta
do Povo. Segundo contou, passava seu tempo livre
lendo na Biblioteca Pública do Paraná,
e chegou a pensar ter lido todos os livros do acervo.
Foi locutor da (extinta) rádio PRB2 e chefiou
o Diário dos Campos, jornal de Ponta Grossa.
Bacharelou-se em Direito pela Universidade Federal do
Paraná (UFPR). Seu primeiro livro, Interpretações,
saiu em 1946 com o selo da José Olympio, na época
a mais importante editora do Brasil, e em 1947-48 foi
ampliar os horizontes em Paris, com bolsa do governo
francês. Seus textos fazem um mapeamento não
apenas da literatura, mas da cultura brasileira durante
o século 20. Com sua morte, assinala-se o fim
de uma época: a dos intelectuais que pensavam
o mundo de maneira ampla, complexa e não generalista
como hoje.
Além
de reeditar Imagens da França (Livros, homens
e coisas), de 1952, livro onde ele registrou as
impressões de sua temporada em Paris, a Topbooks
vai dar continuidade ao projeto Ano Literário,
que reúne em livro seus textos críticos
publicados em jornal. O Ano Literário
já teve dois volumes publicados pela Topbooks,
com os artigos de 2000 até 2003. [Extraído
de reportagem de Marcio Renato dos Santos na Gazeta
do Povo, em 01.02.2010]. Leia
mais.
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HISTÓRIAS
PARA CRIANÇAS, DE ISAAC BASHEVIS SINGER
OS MAIS BELOS CONTOS INFANTIS...
PARA TODAS AS IDADES |
Único
Nobel de Literatura a escrever em iídiche, Isaac
Bashevis Singer aproveitou a entrega do prêmio,
em 10 de dezembro de 1978, para explicar, com humor,
por que fazia livros numa língua pouco falada.
"Antes de tudo", disse, "gosto de escrever
histórias de fantasmas, e não há
nada mais adequado a um fantasma do que uma língua
moribunda. Quanto mais morta for uma língua,
mais vivo fica o fantasma. (...). Fora isso, não
só acredito em fantasmas como também em
ressurreição. Estou certo de que milhões
de defuntos que falavam iídiche irão,
um dia, se levantar das tumbas, e sua primeira pergunta
será: Saiu algum livro novo em iídiche?
Para eles, essa nunca será uma língua
morta. (...) Por fim, há uma razão menor
para que eu continue escrevendo em iídiche: pode
ser uma língua moribunda, mas é a única
que domino. É a minha língua materna,
e uma mãe nunca está realmente morta".

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No
banquete de gala do Prêmio Nobel em Estocolmo,
Suécia, Singer terminou seu breve discurso
afirmando haver 500 razões para que ele decidisse
escrever também para crianças, e enumerou
as 10 mais importantes: "Número 1 –
Crianças leem livros, e não resenhas.
Elas não dão a menor bola para os críticos.
2 – Crianças não leem para encontrar
sua identidade. 3 – Elas não leem para
se sentir livres de culpa, para aplacar sua sede de
revolta, ou para fugir da alienação. 4
– Elas não veem utilidade na psicologia.
5 – Elas detestam sociologia. 6 – Elas não
tentam entender Kafka ou o Finnegans Wake. 7 –
Elas continuam acreditando em Deus, na família,
anjos, demônios, bruxas, duendes, clareza, lógica,
pontuação, e outras coisas obsoletas como
essas. 8 – Elas amam histórias interessantes,
e desprezam comentários, explicações
e notas de rodapé. 9 – Quando um livro
é chato, elas bocejam descaradamente, sem qualquer
vergonha ou medo de autoridade. 10 – Elas não
esperam que seu amado escritor redima a humanidade.
Embora muito novas, as crianças sabem que ele
não tem esse poder. Só os adultos alimentam
ilusões tão infantis". Leia
aqui algumas frases sobre a obra do autor,
e clique na capa do livro para saber mais. |
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| LIVRO DE ARTE —
TODO O ESPLENDOR DO PALÁCIO DAS LARANJEIRAS |
Salão de visitas do governo do estado
do Rio de Janeiro, onde acontece a maioria das cerimônias
oficiais, o quase centenário Palácio das
Laranjeiras conserva o esplendor do tempo dos primeiros
proprietários, Branca e Eduardo Guinle. Por se
tratar de bem tombado pelo Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional (Iphan),
seu acervo está minuciosamente catalogado, e
os funcionários responsáveis pela manutenção
têm consciência do tesouro a ser preservado.
Além de examinar a arquitetura, o mobiliário
e as obras de arte, num passeio atento por seus salões,
corredores, escadarias e jardins, o livro — com
capa e projeto gráfico de Miriam Lerner —também
narra episódios da história política
e social do Brasil que tiveram como cenário a
mansão em estilo eclético, hoje importante
monumento da cidade. Com textos de Beatriz Coelho Silva
e Christine Ajuz, esta edição primorosa
traz 175 belíssimas fotos de Pedro Oswaldo Cruz
e 30 de outros fotógrafos. Clique na capa
do livro para saber mais.

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Diplomata
de carreira, Tarcísio Costa, hoje servindo em
Roma, escreve sobre a política exterior da Espanha
nos últimos 50 anos e a sua relação
com o Brasil.
As
duas Espanhas e o Brasil
ISBN: 978-85-7475-174-0; 400 pgs.; R$44,90
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No
sexto livro de poesia, o pernambucano Weydson Barros
Leal, também dramaturgo e crítico de arte,
reflete sobre alguns dos mais importantes dogmas da
cristandade.
A
quarta cruz
ISBN: 978-85-7475-176-4; 83 pgs.; R$23,90
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O
papel do educador e os principais temas da educação
e da pedagogia são dissecados, com inteligência
e conhecimento de causa, pelo advogado e empresário
Joaci Góes.
A
força da vocação no desenvolvimento
das pessoas e dos povos
ISBN: 978-85-7475-172-6; 295 pgs.; R$39,00
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Os
55 anos de poesia do carioca Izacyl Guimarães
Ferreira são festejados com esta obra, que traz
os melhores poemas de seus 16 livros publicados (e premiados)
entre 1953 e 2008.
Antologia
poética
ISBN: 978-85-7475-177-1; 258 pgs.; R$34,90
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Premiado
como poeta em 2007 pela Academia Brasileira de Letras,
o cearense Adriano Espínola reúne aqui
18 contos e poemas em prosa onde sonho e realidade se
misturam.
Malindrânia
ISBN: 978-85-7475-175-1; 81 pgs.; R$22,90
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Sem
medo de ser chamado de fascista, machista ou homófobo,
o publicitário Simão Pessoa navega na
contramão do politicamente correto e faz um livro
hilariante.
Manual
do canalha – Uma estética machista para
o terceiro milênio
ISBN: 978-85-7475-173-3; 234 pgs.; R$39,00
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Autor
de ensaios nas áreas política, social
e econômica, o empresário Jaime Rotstein
mostra sua produção como ficcionista,
com escritos que guardava desde a década de 40.
O
alvo móvel
ISBN: 978-85-7475-171-9; 117 pgs.; R$24,90
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Com
argumento extremamente simples, o mineiro Pedro Maciel
revela neste romance uma história ancestral e
ao mesmo tempo contemporânea, na qual explora
a técnica polifônica, apresentando variadas
vozes e ecos de outros tempos e origens.
Como
deixei de ser Deus
ISBN: 978-85-7475-170-2; 150 pgs.; R$29,00
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Para ABL, livro escrito pelo editor da Topbooks é
o melhor de 2008
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No último dia 2 de abril, a Academia Brasileira
de Letras elegeu por unanimidade, como melhor livro
do ano de 2008, José Olympio – O
editor e sua Casa, escrito por José Mario
Pereira e publicado pela Sextante, editora pertencente
à família de José Olympio Pereira
Filho (clique na capa do livro para ver o que saiu
na imprensa).
No parecer, a Comissão Julgadora,
composta por Domício Proença Filho (relator),
Eduardo Portella, Tarcísio Padilha, Hélio
Jaguaribe e João de Scantimburgo, destacou
que "o autor é também editor, como
o seu biografado. (...) E conhece fundamente a matéria
que trabalha. Seus textos deixam claro o alto nível
de sua formação e das leituras com que
a sedimenta. (...) A outorga do prêmio traduzirá
o reconhecimento à sua dedicação
ao livro, à divulgação da literatura
e à causa da Cultura no Brasil" (leia
a íntegra
do parecer). Na carta em que comunicou o prêmio
ao vencedor, o presidente da ABL, Cícero Sandroni,
informou que a decisão foi unânime (veja
a carta da ABL).
Curiosamente, há exatos 10
anos o crítico literário Wilson Martins,
em sua coluna então publicada no caderno Prosa
& Verso, de O Globo, comparava o dono da Topbooks
a José Olympio (na foto ao lado). Ele iniciou
o texto dizendo que "os grandes editores distinguem-se
das editoras puramente comerciais por exercerem uma
missão civilizadora"; e depois de separar
(ou mesmo opor) "o editor propriamente dito (o
que sabe avaliar a qualidade, e não apenas
a vendabilidade do que publica)" das "empresas
que se dedicam à fabricação de
livros", prosseguiu: "Se Lobato foi o editor
dos anos 20 e José Olympio o dos anos 30 (cuja
"Casa" sobreviveu ao seu momento de glória),
os anos 60 seriam de Ênio Silveira e seu irreprimível
tropismo político (...). Nos anos 90, José
Mario Pereira restabeleceu a tradição
editorial no sentido nobre da palavra. Não
veio para suceder aos nomes do passado, mas para substituí-los"
(leia o artigo
inteiro).
O prêmio foi entregue no dia
25 de junho de 2009, numa bela cerimônia em
que a ABL também festejou os 170 anos de nascimento
de Machado de Assis. Clique
aqui para ler os discursos.
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O
editorialista e crítico Luiz Paulo Horta, membro
da Academia Brasileira de Letras, fala de música,
política, fé e literatura, entre outros
temas importantes e atuais. Bach, por exemplo, está
na crônica que dá nome ao livro.
À procura de um cânone
[Crônicas escolhidas]
ISBN: 978-85-7475-161-0; 284 pgs.; R$36,99
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Leila
Míccolis, poeta, roteirista e dramaturga, escolheu
como tese um poema do alagoano Lêdo Ivo, um dos
mais relevantes autores de sua geração,
e provou que é também ótima ensaísta.
Passagem de Calabar / Uma análise do poema
dramático de Lêdo Ivo
ISBN: 978-85-7475-158-0; 189 pgs.; R$29,00. Editado em
convênio com a ABL
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O
escritor, ensaísta, pesquisador, professor e editor
paulista Rodrigo Petronio lança agora em livro
as belas poesias com que arrebatou o Prêmio Academia
de Letras da Bahia/Braskem 2007.
Venho de um país selvagem
ISBN: 978-85-7475-168-9; 102 pgs.; R$23,00. Editado em
convênio com a Braskem
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| Os
historiadores José Murilo de Carvalho, brasileiro,
e Leslie Bethell, inglês, organizam edição
bilíngüe de 110 cartas trocadas, durante 25
anos, entre Joaquim Nabuco e militantes britânicos
da causa abolicionista.
Joaquim Nabuco e os abolicionistas
britânicos (Correspondência 1880-1905)
ISBN: 978-85-7475-167-2; 454 pgs.; R$49,00. Editado
em convênio com a ABL
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