Últimos Lançamentos
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A força da vocação no desenvolvimento das pessoas e dos povos Joaci Góes
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ISBN: 978-85-7475-172-6; 295 pgs; R$ 39,00
— Advogado, empresário, articulista e conferencista, ex-Deputado Federal Constituinte e relator do Código de Defesa do Consumidor, Joaci Góes – de quem a Topbooks já editou Anatomia do ódio e A inveja nossa de cada dia – agora enfrenta e supera dois desafios: o do inventário rigoroso dos principais temas ligados à educação e às práticas pedagógicas e o da reflexão original sobre a missão do educador, dos pais, da escola e do poder público. Numa abordagem multidisciplinar, o autor analisa também casos concretos, como o modelo finlandês e a revolução educacional da Coreia do Sul, país que reconheceu a importância do ensino como agente promotor do desenvolvimento – exemplo estratégico a ser seguido se quisermos enfrentar os desafios impostos pela globalização e ingressar, definitivamente, na chamada Era da Informação. Este livro nos convence de que a educação é mesmo “o caminho mais curto entre a pobreza e a prosperidade, entre o atraso e o desenvolvimento”.
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À procura de um cânone [Crônicas escolhidas] Luiz Paulo Horta
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ISBN: 978-85-7475-161-0; 284 pgs; R$ 36,99
— Crítico de música clássica, editorialista do jornal O Globo e membro da Academia Brasileira de Letras, em À procura de um cânone [Crônicas escolhidas] o jornalista Luiz Paulo Horta escreve sobre os mais variados assuntos de forma clara e objetiva. Prefaciado por Ivan Junqueira e dividido em seis partes (Perfis, Éticas, Políticas, Gente da música, O outro lado e Epílogos), esse novo livro de Luiz Paulo, além de se deter sobre questões relativas aos rumos da fé e da Igreja católica no século XXI, fala do choque entre Oriente e Ocidente, de política brasileira, de Alceu Amoroso Lima, Gustavo Corção e Sobral Pinto, de J. R. Tolkien, da cantora lírica russa Anna Netrebko, de músicos como Carlos Gomes, Wagner e Mahler e, na crônica que dá título à obra, de Johann Sebastian Bach, entre outros temas importantes. Para Lélia Coelho Frota, que assina o texto de apresentação, "a linguagem clara do autor, arquidoutor em Comunicação, absorve com naturalidade a sua erudição nos campos da filosofia, da música, da literatura, da política, da história de nosso país".
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A quarta cruz Weydson Barros Leal
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ISBN: 978-85-7475-176-4; 83 pgs; R$ 23,90
— Sexto livro de poesia do dramaturgo, poeta e crítico de arte pernambucano, aqui estão reunidos 36 poemas escritos nos últimos dez anos, desde o lançamento de Os ritmos do fogo (Topbooks, 1999). Ainda como meio da reflexão poética sobre alguns dos principais dogmas cristãos – mais precisamente em torno da figura do Cristo histórico – Weydson conduz seu questionamento lírico através de cidades, fatos e objetos que também são janelas de sua memória afetiva, às vezes universal e coletiva, às vezes intimamente pessoal. No texto de apresentação, Adriano Espínola afirma que, “ao dar precedência à ideia sobre a imagem, o autor empreende ampla reflexão sobre os grandes temas da poesia ocidental - a dor existencial, o amor, a morte, os dias vividos, a busca espiritual, as coisas em torno - sem abandono do vigor conotativo das palavras”.
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Antologia poética Izacyl Guimarães Ferreira
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ISBN: 978-85-7475-177-1; 258 pgs; R$ 34,90
— Esta obra é uma retrospectiva dos 16 livros do poeta carioca, publicados entre 1953 e 2008, vários deles distinguidos em premiações de importância (Hipocampo, Governo do Estado de São Paulo, Casa de las Américas de Cuba e Academia Brasileira de Letras). Após vários anos trabalhando na área de comunicação, o autor prestou serviços ao Ministério das Relações Exteriores, de 1984 a 1999, como adido cultural e diretor de centros de estudos brasileiros, em países hispânicos. Hoje mora em São Paulo, onde é presidente do Conselho da União Brasileira dos Escritores, editor da revista O Escritor e do portal www.ube.org.br. No texto de apresentação desta antologia, Ivan Junqueira destaca sua “inteligência métrica, austeridade vocabular (...), lirismo autêntico e comovido, um certo coloquialismo cotidiano que nunca resvala para o anedótico, uso sistemático e refinado da rima toante, ritmo seguro e controlado, imagérie opulenta e desconcertante - enfim, uma admirável adequação entre o quê e o como da expressão verbal, coisa muito rara na poesia que hoje se escreve entre nós”.
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As duas Espanhas e o Brasil Tarcísio Costa
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ISBN: 978-85-7475-174-0; 400 pgs; R$ 44,90
— Este ensaio é sobre a política externa da Espanha para o Brasil. O autor concentra sua atenção nos governos dos presidentes José María Aznar e José Luis Rodríguez Zapatero, quando a diplomacia espanhola afastou-se do consenso interpartidário que norteou a atualização dos vínculos internacionais do país após a morte de Franco. A crispación entre populares e socialistas reacendeu no imaginário coletivo a metáfora das Duas Espanhas, distinguindo, de um lado, os nostálgicos de uma Espanha católica, unitária e imperial, e, de outro, os adeptos de um ideário liberal, federativo e republicano. Em meio às marcadas diferenças entre Aznar e Zapatero, houve uma relativa continuidade entre populares e socialistas no tratamento dos vínculos com o Brasil. Neste livro, Tarcísio Costa percorre as relações bilaterais ao longo dos últimos quinze anos; explica a ausência de ruptura de Aznar a Zapatero pela importância atribuída por ambos aos interesses da Espanha na economia brasileira; comenta as perspectivas das relações econômicas e a possibilidade de estender seu dinamismo a outros campos do relacionamento entre os dois países; e defende, com ênfase, o exercício de uma diplomacia pública ativa junto à sociedade civil espanhola. Com prefácio de Fernando Henrique Cardoso e posfácio de José Viegas Filho.
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Como deixei de ser Deus Pedro Maciel
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ISBN: 978-85-7475-170-2; 150 pgs; R$ 29,00
— Além de ficção exemplar, este romance alterna humor, erudição, deslumbramento e ironia. Com estilo imprevisível, o mineiro Pedro Maciel, autor também de A hora dos náufragos (2006), apresenta seu mundo utópico e apocalíptico, e se revela por inteiro através das falas de suas personagens, numa escrita das mais inventivas dos últimos tempos. Segundo Antonio Cicero, “de certo modo, é o tempo o verdadeiro tema desse livro, que pode ser considerado uma espécie de Bildungsroman, isto é, de romance de educação ou formação. Pode-se dizer que é justamente a intensa capacidade de instigar a sensibilidade, o pensamento e a imaginação que constitui um dos maiores encantos de Como deixei de ser Deus”. Para Luiz Fernando Veríssimo, trata-se de “uma história extraordinária. Pedro Maciel apresenta máximas, epigramas, fragmentos, reflexões e sacadas para todos os efeitos, desde o sorriso até o espanto, passando pela admiração, o deleite, a inspiração e, em alguns casos, o ‘ahn?’. Enfim, uma mente livre exercendo a sua liberdade. Sempre um espetáculo fascinante”. Outro que se encantou pelo texto de Pedro Maciel foi Moacyr Scliar: “Como deixei de ser Deus foi para mim uma gratíssima surpresa, pela originalidade, pela profundidade e pela transcendência do texto”, afirmou o acadêmico. A obra "Desvio para o vermelho", de Cildo Meireles, ilustra a capa.
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Correspondência Arthur Rimbaud
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ISBN: 978-85-7475-155-9; 474 pgs; R$ 59,00
— Em 1994, a Topbooks lançou, pela primeira vez no Brasil, a edição bilíngue da Poesia Completa de Rimbaud, que dez anos depois ganhou nova edição, comemorativa dos 150 anos de nascimento do poeta de Charleville, festejados em 20 de outubro de 2004. Já sua Prosa Poética, publicada em 1998, deu o Prêmio Jabuti ao tradutor Ivo Barroso, responsável pela iniciativa de se publicar a obra completa de Arthur Rimbaud, projeto este que se completa em 2009, Ano da França no Brasil, com o terceiro e último volume: Correspondência. Além das cartas escritas por Rimbaud, o leitor encontrará aqui, no capítulo “Intermezzo verlainiano”, toda a troca de correspondência entre ele e Paul Verlaine, e ainda os “Depoimentos de Bruxelas”, referentes ao processo criminal oriundo do incidente de 10 de julho de 1873, quando Verlaine atirou contra Rimbaud, atingindo-o no pulso, e que o levou a ser condenado a dois anos de prisão. Mais uma vez, tradução, notas e comentários são do premiado Ivo Barroso, e o volume traz 28 ilustrações, entre elas fotografias produzidas pelo próprio Rimbaud na África – como três autorretratos – e também desenhos feitos por ele e por Verlaine, além de esboços de sua irmã, Isabelle, que mostram o autor tocando harpa abissínia, no leito de morte e nos últimos dias de vida.
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Ensaios Reunidos, 1946-1971 / Volume II Otto Maria Carpeaux
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ISBN: 85-7475-114-6; 942 pgs; R$ 93,90
— No ano em que se celebra o 105º aniversário de Otto Maria Carpeaux, a Editora da UniverCidade e a Topbooks lançam a segunda parte de seus Ensaios Reunidos. Com 942 páginas, este Volume II — que tem substancioso prefácio do poeta, tradutor e crítico literário Ivan Junqueira, da Academia Brasileira de Letras — traz 205 artigos escritos por Carpeaux entre 1946 e 1969 para diversos jornais, sobretudo A Manhã, O Jornal e O Estado de S. Paulo, mais três prefácios a obras de Manuel Bandeira (1946), Goethe (1948) e Hemingway (1971). Nos textos jornalísticos, o respeitado pensador austríaco escreve sobre filosofia, história, literatura, poesia, teatro, cinema, ficção científica, música clássica, ópera, artes plásticas, política e psicanálise, entre outros temas, com referências a mais de 2.600 pessoas, além de dezenas de personagens de obras literárias e musicais.
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Frente fria e outras estórias Eduardo Junqueira
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ISBN: 978-85-7475-180-1; 202 pgs; R$ 32,90
— Os 25 contos desta coletânea de estreia de Eduardo Junqueira – ineditismo com referência à literatura, pois já escreveu diversos textos para livros de arte – surpreendem positivamente porque há neles qualidades literárias que ultrapassam os limites inerentes a um estreante. Em seu texto de apresentação, o poeta Adriano Espínola ressalta no autor o “poder de observação, imaginação recriadora das coisas e dos seres, fluência e riqueza verbal, força expressiva e reflexiva, variação temática, dialogismo e tensão textual, além da capacidade de sedução do leitor, entre outras qualidades”. No livro destacam-se o clima kafkiano de “Fantasma no tribunal”, a recriação irônica de um dos heterônimos de Fernando Pessoa em “Quase Ricardo Reis”, o tom rodriguiano de “A vida como ela deveria ser” e a permeação entre realismo e mistério no conto “Jim McLuhan, comandante do Sirius”.
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Histórias para crianças Isaac Bashevis Singer
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ISBN: 978-85-7475-169-6; 339 pgs; R$ 44,90
— Prêmio Nobel de Literatura de 1978, Isaac Bashevis Singer demorou a se convencer de que poderia escrever para crianças. Depois de convencido disso por sua editora nova-iorquina, Elizabeth Schub, ele produziu dezenas de livros infanto-juvenis, dos quais este é o mais completo: além de 36 contos, ao final há um texto, intitulado “São as crianças os críticos literários definitivos?”, onde o autor discorre sobre o que é a boa ficção e como o leitor jovem é “independente e só confia no seu próprio gosto”, ao mesmo tempo que “exige uma história real, com começo, meio e fim, a forma como os contos são narrados há milhares de anos”. Nascido em 1904 em Leoncin, povoado próximo a Varsóvia, Polônia, Singer emigrou em 1935 para os Estados Unidos, onde morreu em 1991. Ali publicou seus romances mais famosos: A família Moskat (1950), Satã em Gorai (1955), O mágico de Lublin (1960), No tribunal de meu pai (1966), Inimigos, uma história de amor (1972), Shosha (1978), O Golem (1982), Yentl (1983) e Escória (1991), alguns deles transformados em filmes de sucesso. Sua primeira obra para crianças se chamou Zlateh, a cabra (1967), e a esta se seguiram, entre outras, Mazel e Shlimazel ou O leite de uma leoa (1967), A hospedaria do medo (1967), Quando Shlemiel foi para Varsóvia (1968), José e Koza (1970), Elias, o escravo (1970), A cidade do pecado (1972), Os bobos de Chelm (1973), Por que Noé escolheu a pomba (1974), Um conto de três desejos (1975), Naftali, o contador de histórias, e seu cavalo, Sus (1976) e este Histórias para crianças (1984), onde se encontram todos os contos que deram título aos livros acima citados, e mais outros 25. Não se trata, porém, de um livro exclusivo para o público infantil: as histórias de Singer, além de universais, emocionam gente de todas as idades. Como ele mesmo disse, “muitos adultos leem e apreciam livros infantis. Escrevemos não só para crianças como para seus pais. Eles, também, são crianças sérias”. A edição brasileira traz um glossário com 114 verbetes para facilitar o entendimento do leitor não familiarizado com a cultura judaica.
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Joaquim Nabuco e os abolicionistas britânicos (Correspondência 1880-1905) José Murilo de Carvalho e Leslie Bethell
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ISBN: 978-85-7475-167-2; 454 pgs; R$ 49,00
— Como anuncia o título, esta edição bilíngüe, em convênio com a Academia Brasileira de Letras, reúne 110 cartas trocadas entre Nabuco e os dirigentes da British and Foreign Anti-Slavery Society e outros militantes britânicos da causa abolicionista ao longo de 25 anos. Os organizadores, que também assinam a bem cuidada introdução, destacam que “a parceria com os antiescravistas da Grã-Bretanha, embora conseguisse criar pressão internacional em favor da abolição no Brasil, oferecia graves riscos à carreira política de Nabuco, expondo-o à acusação de antipatriotismo que então se fez ouvir contra ele, da mesma maneira que, cerca de 90 anos depois, o regime militar acusaria de antipatriótico quem denunciasse lá fora os seus abusos e as desigualdades sociais imperantes no Brasil”, como assinala o historiador Evaldo Cabral de Mello no texto de apresentação do livro. José Murilo de Carvalho é professor titular de História do Brasil da UFRJ, membro da Academia Brasileira de Letras e da Academia Brasileira de Ciências; Leslie Bethell é professor emérito de História da América Latina da Universidade de Londres e pesquisador associado do CPDoc/Fundação Getulio Vargas.
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Malindrânia Adriano Espínola
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ISBN: 978-85-7475-175-1; 81 pgs; R$ 22,90
— Nesta nova obra, o escritor cearense - de quem a Topbooks editou os livros de poesia Em trânsito: Táxi/Metrô (1996), Beira-Sol (1997), Fala, favela (1998), O lote clandestino (2002) e Praia provisória (2006), além do ensaio As artes de enganar: um estudo das máscaras poéticas e biográficas de Gregório de Mattos (2000), sua tese de doutorado - reúne 18 relatos (contos e poemas em prosa) que expressam não raro o drama incessante do homem e do artista em busca de si mesmo e do seu destino, no espaço do mito e da cidade contemporânea. Tais narrativas se encontram dotadas de forte carga simbólica, por vezes fantástica, em que sonho e verdade se fundem e se confundem em uma mesma zona de desrealização e memória. Adriano Espínola ganhou em 2007 o Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras.
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Manual do canalha – Uma estética machista para o terceiro milênio Simão Pessoa
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ISBN: 978-85-7475-173-3; 234 pgs; R$ 39,00
— Escrito por um jornalista e publicitário que é uma verdadeira navalha de irreverência, eis aqui um livro corajoso, despudorado, provocador, que poderia ter como subtítulo Guia do Politicamente Incorreto. Seria uma mistura tropical de escabrosidades típicas de um Marquês de Sade com o humor irreverente do inglês Jonathan Swift, capaz de proporcionar momentos de divertida leitura e, ao mesmo tempo, levar a uma saudável reflexão – pela prática do livre pensar – a respeito dos mitos e preconceitos enraizados, sobretudo pela mídia, na cabeça do povo. O diferencial aqui é que todos os assuntos são tratados com deboche, irreverência, na contramão do consenso e do lugar-comum. O autor não teme ser chamado de machista, fascista, homófobo: seu compromisso é com a alegria. Também não pede que concordem com ele: apenas exerce o direito de dizer o que quer. É bom anotar que se, num momento, o Manual do Canalha trata as mulheres como o pior “porco chauvinista” – classificando-as em mocreias, jabiracas, mocorongas e outras estranhas espécies – logo depois sacaneia os homens, dando dicas sobre como reconhecer os vários tipos de corno (o galeto, o cego aderaldo, o ioiô, o besta-fera, o cachorro doido). E num dos mais divertidos capítulos (Casamento: você ainda vai ter um), debocha do machão, mostrando o quanto ele fica frágil e vulnerável ao se apaixonar.
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Na sombra do herói Gilda Oswaldo Cruz
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ISBN: 978-85-7475-178-8; 450 pgs; R$ 46,00
— Neste ótimo romance sobre sucessivas gerações de uma grande família, o herói é um cientista ilustre do período entre as duas guerras mundiais, cujos descendentes atuam no cenário trepidante do Rio de Janeiro. “Agilidade narrativa, extrema viveza dos diálogos, consistência e cromatismo das personagens, linguagem ficcional concisa e de invulgar correção, humor (...) e uma história cujos nós dramáticos levam o leitor a não despegar os olhos do texto por um só instante” – assim o poeta Ivan Junqueira, da ABL, saudou o romance de estreia de Gilda Oswaldo Cruz, que definiu como “uma espécie de saga à clef da família da autora”. Pianista carioca de prestígio internacional, Gilda trabalhou na área editorial e no serviço diplomático, e dirigiu por alguns anos o Centro de Estudos Brasileiros na Catalunha. Vivendo desde 1984 entre Barcelona e Lisboa, tem exercido papel importante na divulgação de nossa música em concertos, programas radiofônicos e conferências, tanto no Brasil como na Europa.
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Nervos de aço / Um retrato da política e dos políticos no Brasil Roberto Jefferson
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ISBN: 85-7475-127-8; 375 pgs; R$ 41,90
— Em depoimento ao jornalista Luciano Trigo, o ex-presidente do PTB revela os meandros da crise iniciada em maio de 2005, quando corajosamente denunciou a prática do PT de pagar a parlamentares de outros partidos em troca de apoio político – o chamado Mensalão. Mas não só isso: sem poupar ninguém, Roberto Jefferson faz um balanço dos últimos 15 anos de história política no Brasil, radiografando as práticas irregulares que atravessaram vários governos e desembocaram na maior crise política e ética do país. Detalhes inéditos e diálogos ignorados pela imprensa fazem de Nervos de aço um livro de grande importância histórica, capaz de sobreviver a seu tempo, tornando-se fonte de consulta indispensável para quem no futuro quiser entender este escândalo que abalou o governo e as instituições brasileiras.
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O alvo móvel e outros contos Jaime Rotstein
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ISBN: 978-85-7475-171-9; 117 pgs; R$ 24,90
— Vinte anos após sua estreia na ficção, em 1989, com Nos bastidores da Burilândia, reunião de contos de teor social e político, o engenheiro civil Jaime Rotstein lança novo livro como ficcionista. Ele se destacou como autor de diversos ensaios em que discute temas institucionais e socioeconômicos, tais como representação política, reformas no Judiciário, sistema educacional, indústria, agricultura e irrigação, Amazônia e soberania nacional, o panorama energético brasileiro na virada do século e a globalização. Contrato com o Brasil, Planejamento estratégico e desenvolvimento e Conspiração contra o álcool são algumas das obras em que procurou oferecer soluções para os problemas brasileiros, combatendo as visões pessimistas com uma análise racional das questões que ainda entravam o desenvolvimento do país. Fundador e diretor-presidente da Sondotécnica Engenharia, empresa de consultoria que atua em parceria com a Petrobras, Rotstein é também membro fundador da Academia Nacional de Engenharia. Defensor do Proálcool, foi membro da Comissão Nacional de Energia entre 1986 e 1989, e do Grupo Coordenador de Conservação de Energia (GCCE).
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Palácio das Laranjeiras Livro de arte / Edição bilíngue (português/inglês)
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ISBN: 978-85-7475-164-1; 247 pgs; R$ 119,00
— Com capa e projeto gráfico de Miriam Lerner e textos de Beatriz Coelho Silva e Christine Ajuz (traduzidos para o inglês por Elvyn Marshall), esta edição em grande formato (23,5cm x 31,5cm), em parceria com a Amil, traz 175 fotos atuais, coloridas, de Pedro Oswaldo Cruz e mais 30 (em cor e p&b) de outros fotógrafos que ilustram os capítulos sobre os acontecimentos históricos ocorridos na casa. Composto em minion e cochin e impresso pela Gráfica Minister sobre papel couché magno santin LD 150g, o livro conta não só a história do palacete construído por Branca e Eduardo Guinle, palco de muitos acontecimentos importantes, como mostra em detalhes o mobiliário, as peças de arte e decoração, assim como a belíssima arquitetura interna e externa dessa construção do início do século XX. Está dividido em cinco capítulos: O recanto da aristocracia carioca; Luxo e conforto para visitantes ilustres; Palco de importantes decisões políticas; A casa dos governantes fluminenses; e Requinte francês na Cidade Maravilhosa.
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Passagem de Calabar – Uma análise do poema dramático de Lêdo Iv Leila Míccolis
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ISBN: 978-85-7475-158-0; 189 pgs; R$ 29,00
— "Poeta que se destacou também como roteirista e autora de telenovelas, entre elas "Kananga do Japão", "Barriga de aluguel" e "Mandacaru", Leila Míccolis escolheu como tema de sua pesquisa de doutorado da UFRJ o poema “Passagem de Calabar”, do alagoano Lêdo Ivo, um dos mais importantes poetas de sua geração. Como escreve Affonso Romano de Sant’Anna no texto de apresentação, “Lêdo lança em cena algumas figuras insólitas – o Alagoano, o Escrevente, o Turista – além de vozes, sombras, e a viúva de Calabar. Parodístico cenário é esse em que há, ‘além do pelourinho, os seguintes elementos: casas baixas e brancas, coqueiros e mar ao longe, uma igreja, um canhão enferrujado e, mais adiante, um letreiro com as palavras Motel Califórnia’. (...) Ousadamente, o poema funde o Calabar de ontem com um guerrilheiro chamado Messias Calabar, e mítica e messianicamente o descreve cavalgando seu cavalo branco, "varando canaviais / entre dunas e riachos". Este trabalho tem a dupla virtude de nos dar a conhecer melhor uma outra face do poeta Lêdo Ivo e a face de ensaísta de Leila Míccolis”. Editado em parceria com a Academia Brasileira de Letras.
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Praia provisória Adriano Espínola
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ISBN: 85-7475-117-0; 116 pgs; R$ 28,00
— Nova obra do autor cearense – de quem a Topbooks editou os livros de poesia Em trânsito (1996), Beira-Sol (1997), Fala, favela (1998) e O lote clandestino (2002), além do ensaio As artes de enganar: um estudo das máscaras poéticas e biográficas de Gregório de Mattos (2000), sua tese de doutorado – Praia provisória traz 70 poemas divididos em cinco temas: Maramar; O sol desnudo; Os hóspedes; Os navegantes velozes, e Armadilha para Orfeu. Sobre o poeta, disse o crítico Ricardo Vieira Lima em O Globo: “Adriano Espínola é um mestre consumado do verso, seja livre ou medido, rimado ou branco. (...) Por não temer o peso literário do passado, Espínola consegue inovar, no tocante ao tema clássico da viagem, presente desde Homero e Virgílio, resgatando a originária condição do poeta de fundador de cidades”.Também Domício Proença Filho o considera "o poeta da cidade e sua vertigem", e Manuel da Costa Pinto definiu-o como escritor essencialmente urbano, que "faz da multiplicação de poéticas uma forma de dar conta da pluralidade de experiências que caracteriza a vida na cidade”.
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Venho de um país selvagem Rodrigo Petronio
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ISBN: 978-85-7475-168-9; 102 pgs; R$ 23,00
— Nascido em São Paulo em 1975, o poeta Rodrigo Petronio é editor, escritor, professor e pesquisador. Formado em Letras Clássicas e Vernáculas pela USP, trabalha no mercado editorial há mais de dez anos. Colabora para vários veículos da imprensa, e tem poemas, contos e ensaios publicados em revistas nacionais e estrangeiras. Professor e coordenador da Academia Internacional de Literatura (AIL) e do Centro de Estudos Cavalo Azul, fundado pela poeta Dora Ferreira da Silva, e coordenador de grupos de leitura do Instituto Fernand Braudel, ganhou prêmios nacionais e internacionais nas categorias poesia, prosa de ficção e ensaio. Autor dos livros História natural (poemas, 2000), Transversal do tempo (ensaios, 2002) e Assinatura do sol (poemas, 2005), foi finalista do Prêmio Jabuti 2006 com o livro de poemas Pedra de luz, e recebeu o Prêmio Academia de Letras da Bahia/Braskem 2007 com as belas poesias deste Venho de um país selvagem, agora editado pela Topbooks em convênio com a Braskem.
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